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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Monkey see monkey do


Derrubar ceguinho é pecado, derrubar o Stevie Wonder é pecado inafiançável Vou para o inferno e vou ter que ouvir pagode, axé e sertanejo por toda a eternidade!Tudo bem que ele teve uma fase "mela cueca",, mas Stevie Wonder é lenda e já fez e ainda faz muita música boa.Eu morava em Los Angeles e estava me mudando para o apartamento do meu marido, fiz a minha própria mudança que cabia inteirinha no porta-malas do carro.Estava cheia de caixas no elevador. Lembrando que eu sou pior do que o Huguinho (aquele pato goiaba vestido de bebezão), não tenho noção da minha força, puxei a caixa com vontade pra fora do elevador. Era a caixa de travesseiros e roupa de cama e eu fiz força pra puxar uma geladeira. Enquanto isso, o Stevie Wonder estava entrando no elevador, porque a namorada dele morava no nosso prédio. Quando puxei a caixa caí para trás e derrubei o homem. O guia/segurança dele mandou um "vai que é tua ..." e segurou o cara quase com a bunda ralando no chão... Eu fiquei com tanta vergonha que larguei a caixa lá fora e voltei para o elevador para pedir desculpas. Que mico, eu derrubei o Stevie Wonder! Eu dizia:-Oh my God, I knocked down Stevie Wonder!!! I´m sooooo sorry!Mas ele foi muito gente boa, muito espirituoso e tirou de letra...Enquanto eu pedia desculpas e dizia o quanto estava com vergonha, ele disse: -Não se preocupe, eu que não vi nada e se eu encontrar de novo com vc nunca iria te reconhecer... Mais um mico de Titia Forest Gump...

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Palavras vãs...08/02/08

Meu irmão é do tipo de pessoa que não fica falando, ele FAZ...
Sabe quando na melhor das hipóteses, a gente fica com raiva de alguém e manda a pessoa ir HAGAR?
Quando o meu irmão chega à conclusão que alguém está enchendo muito, ele não fala nada. Só convida a pessoa para tomar uma Coca-Cola ou um café na padaria... com Guttalax!!!
Ah, esse cara estava precisando HAGAR para deixar de ser enfezado!!!
Será algo no nosso DNA?

I wanted "Free Hugs, got "Kicks for free"06/02/08

Cena no Times Square:

EU:- Quero tirar uma foto com esse cara que está com a plaquinha do Free Hugs!
Paulo:- Amanhã você tira. Vamos para o hotel.
EU:-Mas e se ele não estiver aqui amanhã, quero dar um abraço nele agora. Vem...
Paulo:- É, tem razão! Amanhã ele pode estar muito ocupado!!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bikini Girls with Machine Guns-The Cramps 02/03/08


Acordei com essa música na cabeça, o que me fez lembrar da minha tia-avó, "carinhosamente" conhecida como Maria Espingarda!
Ela andava armada, com um revólver embaixo da anágua e dormia com uma espingarda embaixo da cama!
Um dia, um "sem noção" resolveu ir espiá-la pela janela enquanto ela se trocava. Uns diziam que ele queria ver se era mesmo verdade que ela andava armada, outros diziam que ela era muito bonita, mas muito brava e não dava mole para ninguem, por isso, ele queria ver se tinha algo errado com ela. Eu acho que ele era só mais um pervertido mesmo!
Quando ela percebeu o voyeur, pulou a janela do quarto de camisola, e correu atrás dele atirando de espingarda! O cara pagou pra ver e levou um tiro na bunda.
Sorte a dele que ela o pegou de costas, porque o alvo dela era outro e a mira, excelente!!!
O cara mereceu... Mas ela morreu solteira!

Mr. Bean vai ao banheiro...01/04/08


Eu tenho um relacionamento estranho com banheiros. Já deu para perceber...
Ontem fui a um restaurante e obviamente precisei fazer uma visita ao banheiro. No "reservado" não tinha nenhum lugar para pendurar a bolsa, tentei no trinco, no rolo de papel e a bolsa caía. O único lugar que me restou foi a torneira do registro.
Pendurei a bolsa e comecei a preparação para o "xixi amigo" -na posição "parto indígena de cócoras"- porque minha mãe sempre me falou para não sentar em banheiro público que dá doença!
Comecei a sentir umas gotas de água escorrendo pelas minhas costas. Estranhei que meu xixi desafiasse as leis da gravidade, sou estranha, mas nem tanto...Olhei para o teto para ver se era goteira, quando virei a água começou a espirrar por todo o lado, no meu rosto, no cabelo, na roupa. O "reservado" tinha virado um chuveiro porque o peso da minha bolsa fez o registro ceder.
Deixei um rastro de água por onde eu passava e meu sapato fazia "shek, shek".
Voltei para a mesa morrendo de rir com o cabelo ensopado.
O Paulo preferiu não entrar em detalhes, só perguntou: Tomou banho?

Telemarketing e o fim do inferno astral 16/05/08



Telefone tocando me irrita, odeio falar e atender telefone, mesmo que seja com amigos. Alguns têm assunto por toda a eternidade. A orelha esquenta, dá vontade de ir ao banheiro... Se você estiver com um telefone sem fio, até dá, mas tirar e colocar calça jeans com uma mão só é um suplício! Flatulências podem ocorrer, o vaso sanitário se transforma em uma caixa acústica e puxar a descarga antes de desligar o telefone pega muito mal!
Mas se quiser me irritar mesmo, é só ligar durante o meu "soninho da beleza".
Telemarketing é um capítulo à parte. Como eles conseguem o seu telefone? Deve ser uma conspiração do mal...
Quando eles querem oferecer serviços para mim, só mando um "NÃO" categórico. Mas a maioria das vezes querem oferecer serviços para o Paulo e essa é uma profissão de gente incansável e insistente, sem medo do ódio alheio.
O pior é quando pedem doações para as criancinhas, para os asilos e para os bichinhos maltratados... Continuo dizendo NÃO, mas me sinto um monstro insensível que vai padecer horrores no inferno!
Já sabia do que se tratava quando eu ouvia:
- "Olá boa tarde, gostaria de falar com a Sra. Lucia Cristina...”.
Tentei várias respostas:
-Eu até me interesso pelo produto, mas posso te ligar na sua casa, fora do seu horário de trabalho?
-Mudou para outro país...
-Infelizmente, morreu...
Mas não adianta, eles se multiplicam mais rápido que motoboy e lactobacilos vivos, como diria Jackson Five.
Ontem de manhã, a solução veio sem querer... O telefone tocou de manhã. R-E-S-P-E-C-T, por favor, trabalho de madrugada!
Eu já falo em baixa rotação, imaginem quando acordo que fofa está a minha voz...
- AHLOHHHH...
-Por favor, eu gostaria de falar com a dona ou o dono da casa?
- Não estão.
- Qual seria o melhor horário para “estar falando” com eles?
-Nenhum!
Desliguei o telefone na cara da criatura. Telemarketeira gerundista, aí não dá; só podem estar de brincadeira comigo!
Só que eles são telemarketeiros e não desistem nunca... Ela ligou de novo e surtou:
- Olha, eu estou ligando para falar com a dona da casa, você não é a dona da casa. Você é uma criança e por isso, me respeite! A que horas eu encontro a dona da casa?
Aí foi só chutar para o gol:
- Não posso falar, minha mãe não deixa e NÃO, POR FAVOR E OBRIGADA!
BRA-SIL-SIL-SIL!!! Foto publicada às 22:16

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Do it yourself...09/12/07


Meu marido diz que eu sou a Lucia-mãos-de-pedreiro! Eu sempre me meto a fazer as coisas na casa.
Um dia, o Paulo foi jogar futebol e quando ele voltou para casa, eu tinha trocado o piso da minha cozinha. Tudo bem que era de vinil, mas que troquei, eu troquei!
Mas as minhas empreitadas nem sempre dão certo. O problema é que eu peço para o Paulo fazer e ele enrola, então eu resolvo o assunto com as minhas próprias mãos. Eu pedi para ele pendurar o varão e a cortina do nosso quarto e ele queria deixar sempre para depois e eu quero tudo pronto para ontem. Peguei uma furadeira emprestada, subi na cama, abri a janela (porque estava um calor Africanês) e comecei a furar. Peguei logo uma viga. Fazia a maior força para furar e nada, só caía poeira nos olhos. Mas o meu cabelo solto, esvoaçante ao vento da janela estava um espetáculo! Parecia comercial de shampoo!
Só que a poesia daquele momento foi bruscamente interrompida por uma mecha de cabelo que enrolou na broca da furadeira e grudou a minha cabeça na parede, lá no alto. A furadeira ficava tentando rodar e enrolava mais ainda no meu cabelo. A máquina começou a esquentar.Saia uma fumacinha e eu já estava sentindo cheiro de queimado e tentei enrolar o fio da furadeira na minha perna e puxar a tomada com o pé (sim, eu estava descalça, porque não se deve subir na cama de sapato...hihihi). O detalhe é que para fazer a furadeira parar de funcionar era só eu parar de apertar o botão! Mas a minha estratégia e habilidade com os pés funcionaram...Quer dizer, mais ou menos! O plug ficou na tomada, eu só consegui fazer o fio soltar do plug. Aí, fez aquele clarão no quarto, soltou faísca e queimou o carpete. Mas só foi uma queimadura leve, de 1° grau. O problema é que a furadeira continuava presa na minha cabeça, colada no couro cabeludo.O Paulo chegou e imagine a cena... Ele histérico, me passando sermão e eu rolando de rir da situação. Para tirar a furadeira da cabeça, tivemos que cortar o cabelo, e ele dizia:
- Vai palhaça, vai dando risada, vai ficar careca!
Eu imaginava o palhaço Carequinha e ria mais ainda, até ver o estrago no espelho. Um rombo carecão bem na frente que não tinha como disfarçar! Daí o Paulo deu risada!

Barefoot in the Park 16/12/07



Tem gente que faz 40 anos e sente os efeitos do tempo por conta da gravidade, passa a usar óculos ou muda de faixa etária no plano de saúde.

A grande mudança na minha vida depois dos 40, eu só comecei a perceber depois da primeira viagem. Meus pés ficaram inchados e nenhum sapato cabia mais no pé! Olhando pelo lado bom das coisas, de agora em diante, basta um par de Havaianas na minha mala...

Em agosto (2007), fui para NY com o Paulo e resolvi levar a minha sandália de guerra, que me acompanha há mais ou menos 10 anos! Custou uns R$60,00, mas o Paulo diz que já deveria estar valendo uns R$ 1000,00 depois das inúmeras visitas ao sapateiro. Acontece que era a minha sandália oficial de viagem, já encarou vários grupos na Disney, Europa, vários verões, além de aulas intermináveis e feiras. Sabendo da “síndrome dos pés pós-balzaquianos”, foi o único par de sapatos que eu levei na mala (além das Havaianas).

O Paulo já anda rápido por natureza e é ligado no 220V e eu sou a turista profissional que aprecia a paisagem, anda no segundo andar do ônibus aberto com um frio abaixo de zero e quer tirar fotos de tudo.

Logo no primeiro dia, meu pé encheu de bolhas.No dia seguinte, protegi as bolhas com esparadrapo. Precisava mais do que meia dúzia de bolhas para me deter em NY.No final do dia, parecia pé de bêbado: inchado, vermelho e cheio de esparadrapos sujos! Os esparadrapos enrolaram e começaram a grudar na palmilha da sandália, fazendo uma espécie de depilação, descolando a palmilha da plataforma da sandália.

Todos os dias, eu dava uma paradinha no sapateiro que colava um courinho aqui, uma tirinha lá... Coisa básica de 10 dólares por dia!

No último dia de viagem, deixamos as malas prontas e eu tentei enfiar a sandália na mala. O Paulo achava que era fim de linha, ela morreria ali mesmo, não valia a pena colocar na mala! Eu não contrariei, mas depois que voltássemos do passeio, elas viriam comigo para o Brasil, direto para o sapateiro! Saímos para que eu tirasse fotos na frente do prédio do Bono. Aproveitando que era na frente do Central Park, resolvi que queria ir até o Guggenhein que era “logo ali” atravessando o parque. O Paulo queria ir de táxi, mas eu queria passear mais no Central Park.No meio do caminho, a palmilha soltou até metade e o Paulo feliz da vida:

- Ótimo, jogue fora aqui mesmo e ponha as Havaianas!

- Putz, bem hoje eu não trouxe, está na mala!

- Como não trouxe?!? A sandália já estava morrendo...

- Mas eu achei que mais um dia ela agüentaria! Mas eu tive uma idéia...

Abri a bolsa e comecei a procurar um remendo estilo “Mac Gyver” para a sandália.

- Já sei, vou colocar um elástico de cabelo no meu pé para segurar a sandália. Eu fiz isso quando a sandália arrebentou no Louvre.

- Essa sandália já tinha arrebentado?

- Faz tempo, foi em 2003 no Louvre. Lembra que eu te contei que tirei a sandália e o segurança me fez calçar de novo porque não podia andar descalça no Louvre? Tive que andar arrastando a sandália no Louvre inteiro pedindo para todo mundo um elástico. A moça do caixa da lanchonete me deu um elástico de dinheiro, enrolei por cima da sandália (quase tive uma gangrena...) e ainda tive que ir a pé até a Ópera de Paris para encontrar o meu pai porque não tinha dinheiro para o táxi!

O Paulo, já nervoso...

-Nem me fale uma coisa dessas! E você ainda não jogou fora essa sandália! Que absurdo!

-Mas é tão boa para viajar!

-Estou vendo! A gente aqui sentado no chão do Central Park com a sua sandália estourada! É ótima!

A crise de riso começava e o marido ia ficando mais nervoso... Na bolsa não tinha nenhum elástico, mas tinha um rolo de esparadrapo-foi o rolo inteiro para tentar segurar meu pé na sandália que nessas alturas tinha virado uma botinha branca.

- Dá a máquina para eu tirar foto do meu pé!

- Que máquina o que, não começa! Nem parece que é guia, olha a situação!

A crise de riso ia aumentando na mesma proporção da indignação e do nervosismo do Paulo...

A operação esparadrapo durou uns 5 metros, era hora de pedir reforços aos deuses dos programas de televisão! Santos Pisantes, Batman! O que faria o Mac Gyver no meu lugar? A minha outra opção era um saco de supermercado. Ensaquei o meu pé, junto com a sandália e amarrei as tiras no tornozelo. Ficou no maior STYLE, mas não durou nem um metro.

O Paulo ficava ainda mais irritado e eu chorava de rir...

-Senta aí no chão que eu resolvo isso!
Ele arrancou a plataforma da sandália, que implodiu nas mãos dele formando uma nuvem de partículas de borracha ao nosso redor. Eu nem conseguia me levantar do chão de tanto rir. Todo mundo que passava também morria de rir da cena, menos ele que procurava o lixo mais próximo para jogar fora a plataforma da sandália.Eu fiquei andando só de palmilha e estava mais ou menos “aqui está fundo, aqui está raso”... Mas não falei nada, só dava risada mesmo!

O Paulo já estava no limite:

-Senta aí de novo que eu vou dar um jeito nessa palhaçada, me dá o outro pé...

Estiquei o pé e ele arrancou a outra plataforma. Fiquei andando no parque só de palmilha, com o acabamento do couro que ficava colado por trás, todo retalhado se esparramando pelo chão. Parecia uma sandália medieval (talvez pré-histórica), mas eu ainda estava preocupada com as fotos, com o Guggenhein...

O Paulo queria só comprar o relógio dele e me esconder da civilização moderna até a hora de ir para o aeroporto para que ele não pagasse mais nenhum mico comigo!

Do outro lado do parque, pegamos um táxi e fomos até a loja de relógios chiquérrima no Columbus Center. Os vendedores eram franceses e começaram a comentar sobre nós. Meu sapato Mel Gibson, “Coração Valente” style chamou atenção especial de um deles, que achava melhor pedir para o segurança ficar por perto. Eu sou simples, mas sou limpinha e com licença, ainda falo francês! O Paulo pedia para ver os relógios e os caras falavam que era muito caro...

- Ah esse é uns 10 mil dólares! Esse outro uns 5 mil- Não tiravam nenhum relógio para o Paulo ver na mão. Um cara que não dá nem um sapato decente para a esposa, não vão ter dinheiro nempara comprar um relógio de supermercado!

Eu terminei o dia com uma havaiana falsificada e o Paulo, sem o relógio dele (mas a culpa é do francês)!